Cheguei em um nível de preguiça tão alto que eu não quero fazer nem as coisas que eu quero fazer.

"n gosto de vc" "n sou capim p agradar vaca"

A previsão do tempo diz q vão existir pancadas nessa tua cara de cachorra se chegar perto do q é meu

não sou pelos que falam, sou pelos que agem, desejo a todos paz, amor e muita sacanagem

“Conheço ele na casa de uma amiga. São ao todo oito homens solteiros, felizes e solícitos. Mas ele, estranho, reservado e tentando há horas estabelecer uma conversa com o gato da casa, me chama a atenção. Aquele alí é?? Xiii, Tati, encrenca. Mesmo? Tem certeza? Absoluta. Encrenca das grandes. Não me dou por satisfeita.Preciso saber mais. Descubro que ele já saiu com a irmã de um grande amigo. Na segunda ligo pra ele. E sua irmã? Casou. Mesmo? Foi. Mas e o?? Xiiii, Tati, encrenca. Mesmo? Nossa, bota encrenca nisso. Das grandes, amiga. Certeza? Posso confiar? Pode. Sei bem o que tô te falando. Mas se você estiver com dúvida, sabe a Ana? Então, a prima dela já saiu com ele. Jura? Juro. Na terça ligo pra Ana. E sua prima? Ah, menina, toda feliz, morando em Londres. Mas ela já saiu com o.., não saiu? Xiiiii, nossa, nem fala esse nome pra ela, nossa, EN-CREN-CA. Das bravas. Das grandes.Mesmo? Olha, tô pra ver encrenca maior. Mas se você tiver com alguma dúvida, o Beto, sabe o Beto? Foi chefe dele. Na quarta ligo pro Beto. E, aí, cara? Tudo certo? Certíssimo. Tô grávido do segundo moleque. Que beleza. Mas me fala, você já foi chefe do?? Menina, nem me lembra disso. Uma puta encrenca, viu. Olha, prefiro nem tocar nesse assunto. Mesmo? Sério. Mas olha, quem pode te falar melhor é o Dr. Ricardo.Tratou ele ano passado. Mesmo? Ele foi no Dr. Ricardo? Pra você ver o tamanho da encrenca. Na quinta ligo pro Dr. Ricardo. Sei como são essas coisas de discrição médica. Mas?e o?? Tati, não vou te falar nada, é antiético, você entende, né? Mas como você é minha amiga, vou te falar só uma coisa: o cara é a maior encrenca da cidade. Talvez do país. Mesmo? Mesmo. Mas se você tiver com alguma dúvida, minha irmã mais velha, a Fabi, fez faculdade com ele. Na sexta ligo pra Fabi. E aí, gata?Menina, quanto tempo! Faz mesmo. E você? Algum paquera novo? Sim, tô noiva! Jura! Juro! Mas e o?ouvi dizer que vocês estudaram juntos já. Ah não! Esse assunto não! Pô, mó vibe. Tati, olha, esse cara redefiniu pra mim o conceito de encrenca. Manja “A” encrenca. Então. Mas se você tiver alguma dúvida?não, não tenho mais dúvida nenhuma. Chega. Já ouvi tudo o que eu precisava. No sábado ligo pra ele, coração disparado, não é sempre que encontramos alguém tão bem recomendado.”
Tati Bernardi.   (via fixness)
“Eu sabia que ele gostava de mim, e ele sabia que eu gostava dele também. E nos gostávamos assim, sem falar, sem demonstrar. O sentimento nascia e morria todos os dias dentro dos nossos olhos.”
A culpa é mesmo das estrelas?    (via shesfix)
“Quero alguém que cuide de mim. Que seja a casca da minha laranja, e não a metade. Porque ninguém é perfeito, mas toda parte que nos falta está em uma pessoa por aí. Quero alguém que sussurre segredos clichês no meu ouvido. É, clichês, você ouviu bem. Com serenatas, beijo na mão e tudo mais. Quero alguém que eu possa contar em todas as horas, que seja mais do que fiel. Mas também quero alguém que pise na bola. Alguém que consiga me quebrar e juntar todas as pecinhas de novo. Que possa me fazer, refazer, revirar e tornar tudo como estava. Alguém que deixe cicatrizes, mas que cure-as depois com um simples beijo. Quero alguém que me embriague com a dor e com o amor, que me faça transbordar de felicidade e tristeza ao mesmo tempo. Alguém que destrua todas as formas de sentimento que eu já tenha imaginado. Que mude por completo minha vida, mesmo que ainda continue sempre no mesmo lugar. Que me leve pra China, Inglaterra e Grécia só de me acompanhar a vista do pôr do sol. Alguém que grife as partes preferidas de um livro. Que leia por prazer, apenas por gostar de fazê-lo. Alguém que tenha um gosto musical bom, mesmo que diferente. Que não ligue pra aparência, e que não fique se olhando no espelho a cada cinco minutos. E um detalhe especial: tem que gostar de chá. Chá de amor, de fé, de poemas. Tem que ter minha foto na carteira, no quarto, e até no armário da faculdade. Tem que saber colocar atitude nas coisas, perseverar. E depois de tudo isso, tem que aprender a me aguentar. Mas quer saber? Que se dane essa coisa toda de sonho. Eu quero alguém que fique do meu lado pro que der e vier, sem me deixar para trás. Já é de bom tamanho.”
I could use somebody. Craquelar.   (via shesfix)
“Ela gostava quando, depois de muito tempo calada, ele pegava no seu queixo perguntando ― o que foi, guria? Ele gostava quando ela dizia sabe, nunca tive um papo com outro cara assim que nem tenho com você. Ela gostava quando ele dizia gozado, você parece uma pessoa que eu conheço há muito tempo. E de quando ele falava calma, você tá tensa, vem cá, e a abraçava e a fazia deitar a cabeça no ombro dele para olhar longe, no horizonte do mar, até que tudo passasse, e tudo passava assim desse jeito. Ele gostava tanto quando ela passava as mãos nos cabelos da nuca dele, aqueles meio crespos, e dizia bobo, você não passa de um menino bobo.”
Caio Fernando Abreu.   (via lucaspatek)
“E como ela conseguiu amarrar ele? Simples. Nenhum amigo de bar enxerga que a insegurança dele combina com a vontade de cuidar das pessoas que ela tem. Que ambos querem ter uma filha um dia, e até pensaram no mesmo nome. Que ela prefere fazer amor sábado à noite ao invés de frequentar lugares fechados. Ele vê que ela se preocupa quando ele trabalha até tarde ou demora para chegar. Que os dois gostam de vinho demi-sec, curtem voleibol, cachorro-quente de carrocinha e a novela das oito. Que ela ri quando ele gagueja em uma discussão, não se importa dele ser meio calado e reconhece nele um cara engraçado e carinhoso.”
Gabito Nunes.  (via esplandecer)
“Faz as malas e vem morar comigo? Sai correndo e vem de encontro ao meu abraço, vem ficar pertinho de mim. Eu prometo te fazer feliz, prometo te proteger e te aquecer nas noites frias, prometo te fazer carinho até você pegar no sono e te acordar enchendo de beijos, prometo está sempre te mimando como se você ainda fosse um bebê, prometo te abraçar forte para que se sinta seguro, prometo te arrancar sorrisos quando você menos esperar e enxugar suas lágrimas antes delas caírem. Então, vem? Vem que te faço feliz, vem que eu te cuido.”
Mas, por favor, vem.  (via brzerk)
“Eu aceitei que você não tem jeito, de jeito nenhum. E eu fiquei triste, Gus. Fiquei triste porque eu sempre te achei meio perdido, mas não uma causa perdida. E aí você me decepcionou. E depois de ter ficado decepcionada eu percebi o quão na merda eu estava. Você é como um iceberg. Nunca me deu um pé no chão, mas era meu chão. E aí você decide andar por aí sozinho e eu tenho que aprender a andar com meus pés fora do chão. Eu berro e bato nos móveis o quanto eu mereço alguém melhor do que você, mas não sei ser de outro. Eu continuo batendo a porta do seu carro e berrando o quanto você precisa de mim, mas você não me escuta. E eu tenho tanto amor dentro de mim que te olho e não sei como te deixar ir. E desse amor que ofereci pra ser só seu, também não sou mais dona. Eu queria ser quem iria te salvar, Gus. Mas não dá, nunca deu e não vai dar. Você não aceita ser amado por uma explosão de amor e eu sou quase uma granada. A gente viveu em uma corda bamba e quem levou o maior tombo foi eu. O mundo praticamente inteiro caiu na minha cabeça, e eu ainda sinto uma dor latejando seu nome. Você oscila o tempo todo, hoje me quer pra vida inteira e amanhã não quer saber de ouvir meu nome. Dessa forma, é melhor não te ter de jeito nenhum do que te ter quase não te tendo. Você é realmente um iceberg. E eu já to virando Titanic: afundando de tanto bater de frente com você.”
Eu não quero brincar na neve, Gus. (via tajmahhal)
“Sou eu, de novo. Foi mal, precisei sumir um tempo. Você me pegou de surpresa e eu tinha de pensar. Por isso não atendia telefone, campainha, carteiro e tudo isso. Mas aposto que você nem chorou. Não como eu chorei. Você nem é disso. Então, dei esse tempo pra mim. Pra nós, principalmente. E resolvi aceitar sua proposta, se tiver de pé. E aí, você quer mesmo morar comigo? Se não mudou de ideia, estou pronta. Falei com minha mãe. Ela disse que não era bem assim, que eu ia me arrepender, que tudo tem seu tempo. Mas bati o pé. Disse que estava decidida. Tudo no seu tempo, mas do meu jeito. Viu como é quando quero uma coisa? Vai se acostumando. A coisa está um inferno por aqui. A velha achou mais um nódulo e vai fazer uns exames na terça-feira. Deve ser benigno outra vez, mas ela quer porque quer ter um câncer. Na boa, não deve ser o sonho de toda mãe, mas certamente é o da minha. Essa será a sua sogra, o que você acha? Dá tempo ainda de mudar de ideia, só me avisa. Senti sua ausência. Quero dizer, minha ausência. Mas foi bom. Se ficar longe foi essa tortura, ficar tão perto não deve ser tão ruim assim. Mas ainda não penso que seja amor, não me convenci disso. É melhor. Sei lá, a palavra “amor” me remete a uma casa, um homem e uma mulher, cachorros, contas a pagar, planos de morar num lugar maior. Não dá pra ser amor entre duas crianças grandes num apartamento de um quarto só, dá? Tem muito mais entre a gente, essa incógnita de dois que sabem que não foram feitos pra durar. Você não quer saber nada do meu passado, eu quero saber do seu, mas você quase não abre a boca, e só diz o que interessa. Mas tudo bem, de verdade. Ou bom ou pra sempre. As duas coisas são incompatíveis. Minha mãe disse que não ia dar certo. E eu nem falei nada. Contei apenas que ia morar com alguém, pra dividir as despesas, essa coisa de preciso-do-meu-espaço, de ser independente e blá-blá-blá. Mas a coroa sacou na hora. Ela sabe que sou individualista, que gosto de comida na hora, que me nego a pagar a luz. Era meio óbvio que a força motriz só podia ser algo maior, não é? Mas deixei ela pensando o que quisesse, como ela faz com os abcessos achando que é algum tipo letal de sarcoma. As brigas podem esperar, não é? Diz alguma coisa. Voltei a ir na minha analista. Eu sei que você a odeia, diz que ela quase destruiu a gente uma vez, mas para de ladainha, poxa. Ela me ajudou. Sério! Esse negócio de deixar minha mãe pra trás. Racionalizei a minha culpa e percebi que estava sendo idiota. O que separa o passado inaceitável do recomeço inevitável é o período em que você para de negar e se permite sentir raiva. Muita raiva. Não foi bem isso que ela falou, mas foi o que entendi. Ou quis entender. Eu queria morar contigo e pronto. Tem lugar para os meus sapatos? Talvez aquela ideia de pendurar tudo num saco pra fora da janela não seja tão estúpida. Brincadeira. Aposto três meses de aluguel adiantado que você consegue lugar pra mim dando um jeito naquele seu roupeiro. Você pode doar algumas camisetas, as mais desbotadas, ou seja, quase todas. Agora me dei conta do que falei, então não pensa que já estou tentando te mudar, óquêi? Acho que semana que vem estou pintando aí. Estou com vontade da tua boca. Só me sinto segura perto dela, assim eu sei que ela não está fazendo bobagem por aí. Fez frio esses dias. Você não acha? E olha que já é novembro. Mas pra você tanto faz, nunca vi tão calorento. Seja julho ou fevereiro, você sempre acorda empapado. Anda com algum sonho ruim? É comigo? Se for, não me conta, não quero saber. Dormindo contigo, eu nunca me sinto gelada, pelo menos, adoro acordar de manhã com a lombar cheia do seu suor. Aliás, precisamos ver umas cortinas para o seu quarto. Opa, nosso quarto. Ainda não me acostumei. Vai levar um tempo. Tomara, porque se a gente começar a se sentir casado, vamos estragar tudo. Também pensa assim? Estou contando os dias. Quero sentir o cheiro da sua cama bagunçada de novo. E assistir você caminhar nu até o banheiro. Sua bunda é fofa. Não vamos ter filhos. Nunca. Tudo bem pra você? Se bem que nunca é uma palavra que não funciona nunca comigo. Nunca. Eu disse que nunca ia morar contigo. Que nunca mais queria te ver. Gritei uma vez pra você nunca mais tocar em mim, lembra? Mas é que você faz isso tão bem. É como se o meu corpo fosse teu. Um brinquedo que você monta e desmonta, vai mexendo nos parafusinhos, fuçando peça por peça, sem nem precisar ler o manual. Sei lá, não me pergunte como consegui dar essa desaparecida. Quando estava de pé queria ficar sentada, quando me sentava precisava levantar. É como dirigir à noite numa rua deserta e toda esburacada. Uma agonia doida. Um vazio. Uma vontade de sair da própria pele e telefonar, só pra te ouvir falando suas monossílabas pra dentro. Talvez resistisse mais, assinando uma tevê com mais canais ou engordando a geladeira. Mas eu só deitava e esperava. Se eu resolver outra vez ficar longe, pelo menos espero que me dê um bom motivo. Faz isso por mim? Digo, se for pra dar errado, você pode me fazer o favor de ferrar com tudo de uma vez? Me sinto ridícula escrevendo essa carta. Eu saí tanto de mim pra entrar na tua que até me sinto uma estranha dentro de mim mesma. E eu sempre tive medo de estranhos. Entende? Você está aí ainda? Você também deve estar achando patético ler isso. Te conheço. Eu não sei se você também não sabe o que mesmo estamos tanto esperando para nos encontrar.”
Gabito Nunes, você quer mesmo morar comigo? (via tajmahhal)
“Cara, se tu é afim dela? Chega e conta. Tu é apaixonado pelo sorriso dela, não é? Tu é doido por aqueles olhos grandes e escuros que te fazem viajar, não é? Ta estampado isso em você. A voz dela te causa arrepios e cada toque que ela te da você vibra por dentro, não é mesmo? Conta pra ela que ela te faz ter borboletas no estômago também. Sei que ela pode parecer não gostar de você, mas é que as vezes ela pode querer ter uma fama de durona, mas no fundo só quer ver que você sente algo também, pra que ela não se machuque no final. Larga de ser burro cara, vai deixar a garota da sua vida escapar assim por medo de se apaixonar? Tu tem que ter medo do que pode ser de você sem ela, se depois você se arrepender de não ter contado tudo o que sentia. Vai lá e abre o seu coração. Esse papo de “abrir o coração” é de mané? Não acha? Mané vai ser você se deixar ela ir assim, cara. Imagina daqui a um tempo você olhar pra trás e se arrepender do que deixou de fazer por um medo idiota? Agora eu te pergunto, é melhor se arrepender do que fez ou do que não fez? Cara, prefiro mil vezes me arrepender do que fiz, porque lá na frente vou saber que pelo menos eu tentei. E você? Vai se arrepender sem nem ao menos ter tentado? Tira essa máscara de garanhão, de “pega todas” de fodão e vai atrás do que te faz feliz cara. Deixa todo mundo pensar o que quiser. Seus amigos vão rir da sua cara e vão te achar um babaca? Liga o foda-se para eles e lembre-se: “Quem ri por último, rir melhor.” Tenho certeza de que quando, quem sabe, você casar com ela, quem serão os babacas sentados na primeira fila da igreja morrendo de inveja serão eles e não você. Pare de se importar com o que os outros pensam, se não você nunca viverá. Diz que você quer ela junto de você nas noites frias, cara. Diz que tu ta apaixonado por ela e que tu quer uma família ao lado dela. Esse papo de apaixonado e de família é pra idiotas? Não é? Idiota vai ser você se deixar essa vaidade imbecil e esse orgulho te levar ao abismo. Chega nela e manda a real cara. Fala a verdade. Fala que o perfume dela por mais que não seja importado — pois ela não tem grana pra isso — é um dos melhores que já sentiu. Fala que tudo o que sente por ela. Ou tu vai deixar ela pra outro que talvez nem goste dela como você? Tu vai deixar ela sorrir por outro motivo que não seja por sua causa? Tu vai deixar ela se entregar a outro podendo se entregar apenas a você? Não vacila desse jeito, cara. Chega e fala o que realmente quer falar, sabemos que não é apenas um “Oi” qualquer. Mas cara, não engana a mina, não faz ela de boneca nas suas mãos. Não a iluda e não finja ama-la sem amar. Não a faça infeliz, não deixe que ela derrame uma lagrima sequer por você cara. Pois isso pode deixa-lá desacreditar no amor. E uma mulher que não acredita no amor, talvez não acredite em mais nada.”
Se liga cara, porque se deixar pra depois pode ser tarde demais. Maria Clara Nogueira.  (via revivant)

suffixyou